Café com o Fotógrafo - O bom tom da vida


Arthur Matos


Bom dia, boa tarde e boa noite a todos que vêm bater um papo e tomar um café comigo! Aliás, hoje este momento está até mais chique com uma caneca Starbucks linda, emprestada da minha noiva. Sentei aqui para ajustar o tema da conversa e, olhando pra tela com esse café na minha frente, só pude pensar em seguir da mesma forma que converso com vocês: através de fatos do meu dia a dia. Recentemente tive uma experiência, que não é exclusiva minha, mas algo que acontece triste e constantemente na vida de um fotógrafo. Foi um caso de diminuição do valor do trabalho de um profissional. Não vou me aprofundar no caso em si, entretanto na filosofia da questão. A Fotografia é uma mescla de técnica, sensibilidade e arte. Essas três em conjunto fazem o trabalho do fotógrafo se destacar, no entanto não exatamente vão estar presentes em todos os instantes e talvez nem sejam necessárias. Vou dar um bom exemplo. Tenho trabalho em áreas que requerem mais de uma habilidade, como na publicitária, que exige muito de técnica para obter resultados precisos e assertivos para vender um produto. Pensando no trabalho do Nuances, de fotografia intimista, a sensibilidade vai extrair do universo imaginativo do fotógrafo a capacidade de expor o melhor da feminidade da mulher fotografada. Já a arte é algo subjetivo, que vai ser percebida por cada expectador das fotografias. Então, vai depender até mesmo da conexão com cada um.



Fato é que descrevendo essas características já dá pra ver que não é algo tão simples. Pode ser simples pra quem se dedica, mas pra quem não está envolvido acabamos caindo no desmerecimento do resumo: é só um clique. E é nesse ponto que quero entrar, ao mesmo tempo que não somente. Já chega a ser um clássico essa subestimação do trabalho de Fotografia, de tão recorrente, mas o que quero pensar com vocês não é nem apenas isso, é também a possibilidade de pouca noção de empatia, uma vez que se ela estivesse mais em pauta não seria um problema tão contumaz. Parar para pensar que quando desmerece a profissão, no combo vai junto o profissional que, pasmem, é uma pessoa!



Friso que falo da minha área, mas não é exclusividade do setor, todavia algo que acontece com muitas pessoas e foi o que fez muitas outras pessoas entrarem em contato comigo quando ficaram sabendo do caso. É constante e por isso aproveito o espaço para conversar sobre. Fico na esperança de que quem leu até aqui possa ter a possibilidade de refletir junto comigo e fortalecer a humanidade, que às vezes cai em desuso. Empatia e respeito são capacidades que compõem o bom tom pra seguir com a vida.



Arthur Matos

Fotógrafo, publicitário, professor de Fotografia, criador do Projeto Nuances. 

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