Nem aqui, nem na China


Marcos Moreno


A causa animal não é apenas uma expressão muito usada atualmente pela sociedade civil, segmento empresarial e público para se referir a um compromisso com a vida animal e meio ambiente. A causa animal não é moda. Simplesmente porque a causa animal trata da vida. Causa animal é VIDA! A expressão mais difundida com essa abordagem hoje em dia é a tradução da conscientização que nós todos estamos tendo (ou deveríamos ter) sobre esse universo. O politicamente correto, nesse caso, desperta para o lado natural da vida, que é justamente o respeito a todas as espécies. A causa animal tem sua dinâmica que precisa acompanhar a vida dos animais. E a grande questão atual desse segmento é também a pandemia de coronavírus. Há quase um ano, quando começou a ser divulgado algo sobre o vírus, o mundo entrou em pânico e tudo mudou no que diz respeito a comportamentos de um modo geral. E os animais, especialmente os domésticos, foram impactados também. Lá no início, quando se especulava sobre a transmissão do vírus por animais domésticos, como gatos e cachorros por exemplo, houve uma onda de abandonos desses animais. Tínhamos notícia de que, tanto aqui como na China, ou em outros locais, estavam abandonando os animais por medo de contaminação. Mas isso não acontece “nem aqui, nem na China”. 



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Impacto

O impacto provocado pelo coronavírus nos animais é então o abandono. Nas cidades, o não acolhimento aos animais de rua, não acontece por medo do contágio (que já foi esclarecido), mas pelo viés econômico da questão. Assim como em qualquer outro lugar, em Uberaba muitos bares e restaurantes, que costumavam alimentar os animais de rua com sobras de comida, fecharam as portas. Pessoas, que reservavam parte do seu salário para ajudar a causa com ração e remédios, perderam o emprego. Os animais não se recolheram sozinhos em suas casas para procurar alimento e proteção porque não têm casa. Consequentemente houve um aumento dessa população de animais vivendo nas ruas e sem perspectivas. 


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Cachorreiros e gateiros 

Sim, os protetores independentes e as ONGs fazem mais que o possível muitas vezes para amenizar a situação. Profissionais da saúde animal também. Mas o distanciamento entre o controle e as ajudas cresce em progressão geométrica. A pessoa ou grupo que ajuda já não está suportando mais. Então urge a ação da gestão pública com programas que possam manter o controle da situação. Ações que também devem ser acrescidas de adequações ao momento de pandemia.  Certamente os “cachorreiros” e “gateiros” têm uma vasta experiência para embasar as demandas que, antes de serem “reclamações” seriam uma orientação para um trabalho efetivo e de apoio na questão da saúde pública. Sociedade civil mais poder público unidos, os desafios da causa animal serão vencidos.



Marcos Moreno

Comunicador, colunista, criador da Coluna Amigo Animal e do Moreno Pet Blog. 

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