Nossos filhos - Ponderar e buscar soluções


Márcia Resende


Olá, 

É bom saber que os textos aqui na Revista Mulheres têm sido fonte de leitura e reflexão. Fiquem à vontade para se manifestarem nas redes sociais, mandarem e-mails, fazerem perguntas e darem sugestões de assuntos. 

Será muito bom saber o que vocês têm achado de todas as nossas reflexões. 

Convidem outros pais para estarem conosco neste aprendizado. 

Vamos compartilhar a Parentalidade Positiva, uma filosofia que tem por base o respeito entre pais, filhos, educadores, crianças e jovens. 

Que possamos contribuir para a formação de adultos mais conscientes, empáticos e felizes. 

Vamos juntos neste aprendizado! 


Apresentar o dilema entre desejo e limites (ponderar) - Convidar para a construção de uma solução (buscar consenso)

Vamos refletir sobre o quarto e o quinto passos do Diálogo em Conexão, que são apresentar o dilema entre desejo e limites (ponderar) e convidar para a construção de uma solução (buscar consenso). 

Já ouvimos nossos filhos com interesse e respeito. Acolhemos seus medos, aflições e justificativas. 

Agora chegou o momento de nossos filhos nos ouvirem e saberem por que existe um impasse entre o desejo deles e as possibilidades desse desejo ser realizado. 

Nesse momento vamos ponderar juntos as vantagens e desvantagens de cada atitude e meios de acharmos uma solução.   


Compartilhar um dilema e convidar para a construção de uma solução 

Neste momento, é provável que nossos filhos já estejam com boa vontade para nos escutar. Agora vamos apresentar a eles o dilema que nós enxergamos. Já reconhecemos a legitimidade da motivação do ato dele, mas agora vamos apresentar um impedimento ético ou prático que se contrapõe à motivação dele. Nesse momento ainda não sabemos como lidar com a questão, por isso os convidamos a buscar soluções juntos. Vamos estimulá-los a dar ideias. 

Vamos falar do problema uma única vez. Nessa fase não se trata de “Eu” contra “Você”, vamos despersonalizar o problema e juntos buscar soluções. 

Vamos voltar ao caso que estamos usando como exemplo.



Lucas, um garoto com atitudes agressivas 

Comentamos no último post que devemos escolher abordar apenas um dilema por vez. Os pais de Lucas poderiam ter abordado as atitudes dele na escola ou as brincadeiras de mau gosto. Também poderiam abordar o excesso de tempo dedicado aos jogos, que causa uma alienação e até mesmo agressividade. Mas o dilema escolhido foi a forma agressiva como Lucas reagiu ao abordar o irmão. 

- Meu filho, ficamos preocupados com a forma como você reagiu com seu irmão. Reconhecemos que ele às vezes quer sua atenção e por isso fica insistente, entra várias vezes no seu quarto, tenta chamar sua atenção agindo de forma que talvez não seja a melhor. Já conversamos com ele e explicamos que ele precisa respeitar seu espaço e seu material escolar. 

- E você o que pode fazer para dedicar um pouco mais de atenção ao seu irmão? 

- Como você pode incluí-lo em suas brincadeiras? 

- Você já pensou em ter um tempo para vocês dois jogarem juntos?

- O que você sugere? 



Pode ocorrer que nossos filhos ainda tenham má vontade para o diálogo, porque ainda não entenderam o dilema. Ou ainda, entenderam, mas têm convicção oposta a nossa. Nesses casos ele talvez não faça proposta nenhuma e se torne hostil ou apenas se feche numa resistência passiva. 

Os pais de Lucas abordaram com calma a importância de ele formar com o irmão uma aliança de vida. Juntos criaram um cronograma de atividades com horários em que Lucas se dedicaria a brincar com o irmão. 

Na segunda semana os pais abordaram o dilema sobre o excesso de jogos e as consequências dessa overdose de horário e o tipo de jogo jogado. 

Nesse caso limitaram o tempo dedicado aos jogos, estipularam horários para a dedicação aos deveres escolares, banho e outras atividades. 

Nos finais de semana começaram a sair mais de casa para se dedicarem a atividades de lazer no clube, andar de bicicleta, ir ao cinema. Atividades que eram realizadas em família. Os pais sempre solicitavam aos filhos que sugerissem uma programação.  



E se o filho insistir em uma sugestão inadequada ou for hostil? 

Vamos refletir sobre esse tema na próxima postagem. 

Espero vocês. 

É possível!


Márcia Resende

Especialista em Teen, Life e Professional Coaching. Escritora de textos motivacionais, de liderança e comportamento para a página Coaching e Champanhe for Woman, de Portugal, para o Portal R2S e para a revista da Sociedade Latino Americana de Coaching. 

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