Nossos Filhos: O medo na educação dos nossos filhos


Márcia Resende


Olá, 

"Tem-se dito que a gente envelhece mais na preocupação do que no trabalho".  Annie Besant 

O trabalho, a menos que seja desgastante ou excessivo, não nos prejudica. Ele ajuda a espairecer os pensamentos, a dar movimento à vida. Enquanto a preocupação, ela produz esgotamento, nos tira do rumo, traz irritabilidade e insegurança.

Em momentos como este que vivemos, é importante pararmos alguns minutos no dia e nos dedicarmos a pensamentos nobres e alentadores. Pensamentos que nos fortalecem e nos fazem acreditar que podemos mais, que somos mais.

"O Eu é Paz; esse Eu é o meu eu. O Eu é Força; esse Eu é o meu eu”. Pensando dessa maneira, a paz nos envolverá e sentiremos que é esta a nossa atmosfera natural. 

Estamos juntos! 

Para esta semana proponho refletirmos sobre o medo na educação dos nossos filhos. 

O medo tem uma função natural na aprendizagem.  Qualquer um, criança, adolescente ou adulto, aprende a evitar os perigos em comportamentos, situações, animais, pessoas, objetos, por terem experimentado algo ruim ou por terem presenciado alguém passando por experiências negativas diante destes agentes. "O medo é um sentimento natural, com um papel importante para nossa segurança e proteção, fundamental para uma vida emocional equilibrada". Luiz Hanns   



E o medo na educação que, nós pais, damos aos nossos filhos?

Desenvolvemos com nossos filhos um relacionamento baseado no diálogo em conexão com sentimentos e emoções. Nossos filhos têm a liberdade para questionar e divergir; eles têm acesso a nós. 

Criamos uma atmosfera de previsibilidade uma vez que os combinados de família são conhecidos e as consequências do desrespeito a esses combinados já estão conversados. 

Desta forma, dar broncas duras, impor limites mais contundentes, serão situações normais, não causarão danos à educação ou ao desenvolvimento de nossos filhos. 

O medo que nossos filhos terão será de transgredir combinados, regras éticas e de segurança, não medo dos pais. Eles sabem que podem contar conosco, que existe abertura para um diálogo e a busca de uma solução para um comportamento inadequado. 

Eles sabem que têm pais determinados a prepará-los para a vida, assegurando, mesmo que com atitudes mais firmes, que eles se mantenham com saúde, tenham ética, desenvolvam uma autonomia saudável, sejam respeitosos e prestativos.

Devemos criar nossos filhos sempre dialogando em conexão com os sentimentos e emoções e ainda mesclarmos a educação com eventuais limites mais contundentes dados de forma leal, previsível e justa. Filhos que crescem sem limites, tendem a se tornar pessoas arrogantes, mimadas e que impõem aos outros suas vontades. 



Mas como deve ser esta repreensão? 

A repreensão mais forte deve estar aliada ao diálogo para garantir que os filhos entendam os motivos dos pais, mesmo que não concordem com eles. Sempre que formos mais firmes, vamos explicar os motivos que nos levaram a agir assim. Podemos deixar que nossos filhos questionem, desde que sejam respeitosos. Também deve haver um projeto de mudança, que será pensado em conjunto e acompanhado por nós. 

De nada valem broncas e limites se não dotarmos nossos filhos de recursos para não recaírem no mesmo comportamento inadequado. É importante que eles reconheçam o que precisa ser mudado, qual o novo comportamento desejável e que se estabeleça um prazo para que a mudança aconteça. 

Vamos ficar alertas pois no decorrer desse processo pode haver recaídas e nós precisamos estar abertos e preparados para rediscutir com eles o que pode ser mudado ou melhorado.

Não queremos que nossos filhos se transformem em alguém que não são.  Queremos que eles aprendam a ponderar os prós e os contras de suas escolhas e atitudes em qualquer situação e com qualquer pessoa. Discordar e ponderar de forma respeitosa é saber se posicionar e apresentar suas razões. Eles vão precisar dessa habilidade na fase adulta. 

Sempre que você estiver convicto de que é necessário dar um limite mais contundente, apresente uma boa razão, uma justificativa consistente. Caberá a nós nos municiarmos de bons argumentos. 

É possível!


Márcia Resende

Especialista em Teen, Life e Professional Coaching. Escritora de textos motivacionais, de liderança e comportamento para a página Coaching e Champanhe for Woman, de Portugal, para o Portal R2S e para a revista da Sociedade Latino Americana de Coaching. 

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