Trabalho social em tempos de coronavírus


Período clama por mais solidariedade

Jornalista Isabel Minaré


Muitas instituições sociais tiveram suas atividades alteradas ou canceladas devido à covid-19. Com a falta de contato presencial, elas precisaram se adaptar às necessidades do momento e criar alternativas para prestar assistência à comunidade. A Revista Mulheres conversou com responsáveis de algumas entidades para saber de novos movimentos e reforçar a importância das doações.


Acordolhar

A cor do olhar. O nome já evidencia a sensibilidade das integrantes do grupo Divinas e Poderosas, responsável pelo projeto Acordolhar. O projeto foi criado para, além de contribuir com a sociedade, trazer cor, brilho e esperança a esses dias tão cinzentos de novo coronavírus. 21 amigas se reúnem – virtualmente - para pintar e vender artigos feitos com o uso da técnica de tingimento tie-dye. Tem camisetas, vestidos, moletons, máscaras, lenços, echarpes, toalhas, jogos americanos, guardanapos, panos de prato e capas de almofadas. As mercadorias atendem o público masculino, feminino e infantil. 

Todas as etapas são feitas pelas divinas (como as integrantes são chamadas). Elas compram a matéria-prima, com dinheiro do próprio bolso, e a pintam. “Há predefinição dos tons principais, pintura criativa, secagem da tinta, lavagem com produtos adequados e secagem da peça colorida. Depois é passar, numerar, precificar, embalar e distribuir”, apresenta a integrante Edna Silva. Cada coleção tem um nome como referência, Provence e Cannes, por exemplo.

Até agosto, aproximadamente 250 peças foram vendidas e proporcionaram uma arrecadação de R$ 7 mil. “Casa da Zoé, Casa São Pio, Grupo Espírita Professor Chaves, Asilo São Vicente, Asilo Santo Antônio, Casa de Apoio Danielle e Projeto Cantinho foram algumas instituições agraciadas com a renda do projeto”, enumera a poderosa Evacira Coraspe.

Quer comprar uma peça do projeto Acordolhar? Vá até a loja La Figueira (rua Nacib Cury, nº 443, bairro São Sebastião) ou entre em contato com as divinas pelo Instagram (@divinasepoderosas).


Tie-dye diferenciado é a marca do grupo Divinas e Poderosas. Foto - Ighor Thomas

Daniela Prata e Igor Dias, da La Figueira, vestem camisetas Acordolhar. Foto - Ighor Thomas


Casa de Apoio Danielle

 “O acolhimento não parou, pois o câncer precisa ser tratado.”. A explicação é do presidente da Casa de Apoio Danielle Wirson Resende. A instituição foi fundada no ano 2000 por Terezinha Xavier para acolher pacientes com câncer e seus acompanhantes.

Cerca de 1500 pessoas são abrigadas por mês, sendo 300 de Uberaba e o restante de outras cidades. Na Organização de Sociedade Civil (OSC), há 61 leitos, sendo 34 femininos e 27 masculinos. Ela proporciona refeições (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), banho e pernoite aos usuários.

A pandemia fez o cuidado com higienização redobrar na Casa de Apoio Danielle. Afinal, as pessoas com imunidade baixa e com câncer que estejam em tratamentos de quimioterapia, radioterapia ou que tenham feito cirurgia há menos de um mês ou que façam uso de medicamentos imunossupressores fazem parte do grupo de risco. A procura continua no mesmo ritmo de antes do surgimento do novo coronavírus. Mas a oferta está mais complicada, pois 90% dos voluntários não vão à sede por enquanto, por fazer parte do grupo de risco.


Parceiro publicitário: Publicity Marketing Digital


Quer colaborar com a Casa de Apoio Danielle? Entre com contato pelas redes sociais Facebook (@casadeapoiodanielle) e Instagram (@casadanielle) ou vá até da sede da entidade, localizada na rua Governador Valadares, nº 438, Centro.


Sede da Casa de Apoio Danielle. Foto - divulgação


Mulheres do Bem

O projeto Mulheres do Bem foi criado há vinte anos por Renata Nogueira para contribuir com mães de crianças e adolescentes especiais em vulnerabilidade alimentar e social e com a comunidade trans.

De acordo com a idealizadora, nesta época de covid, tem mais gente passando fome. Para solucionar o problema – tão grave e urgente – ela tem apoio de uma rede de voluntários anônimos. “Aqui não corre dinheiro e todas as demandas são atendidas através de parceiros”, admite. Eles contribuem com alimentos, roupas, sapatos, remédios, cobertores e com outras necessidades específicas daquele momento. Outro conflito é a falta de conhecimento da legislação. “As mãezinhas não sabem dos próprios direitos”, assume.

Para a comunidade trans, o maior desafio é conquistar o respeito da sociedade. O Mulheres do Bem, em conjunto com a Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) Saiba Viver, presidida por Nilton Resende, batalha para garantir vagas em cursos profissionalizantes e a inserção no mercado de trabalho, principalmente nas áreas de beleza e saúde.

Quer contribuir com o Mulheres do Bem? Fale com a Renata pelo Facebook (@projetomulheresdobem) ou ligue no número (34) 9 9699-5723.


Renata está à frente do projeto Mulheres do Bem. Foto - Alcy Júnior


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11Jul